Por
Pablo Santos;
Depoimento
da nova integrante do pedal dos doidos, Irelda Santos.
Pessoa sofredora, que sempre teve que conviver com a
discriminação, aos 10 anos de idade foi alvejada na perna por um tiro.
Ainda criança, já pensava em suicídio,na vida adulta, por causa
da separação do marido, entrou em depressão, ficou isolada por um ano e meio,
engordou e ficou obesa.
Dominada por um profundo vazio e grande angústia, Irelda, por
pouquíssimo tempo, percorreu o submundo. Mesmo com alguns relacionamentos
fracassados, nunca se envolveu com drogas, mas conheceu as "bocas de
fumo", armas e bons sustos.
Da sua casa sempre via um carro sendo seguido por um grupo de
ciclistas e dizia: "eu ainda vou entrar nesse grupo". Um colega disse
que aquele pelotão era o Pedal dos Doidos, e que podia procurar no facebook.
Seu primeiro contato foi com o Hailander, que a incentivou. Mas
seu verdadeiro motivador foi o David Patrick. Ela diz que o David deu atenção,
a ouviu, conversou com ela, e isso foi decisivo para Irelda começar a pedalar.
Numa terça-feira, nas ruas de Sao Sebastião-DF, lá estava uma
nova mulher, dona de uma nova vida, e livre de um passado depressivo.
Ela diz que, depois de tantos anos, o grupo PDD foi a melhor coisa
que aconteceu na sua vida, e que hoje está muito feliz.
Pedalar também é terapia.
Pedalar com o PDD também é terapia social.
Pablo.
Membro orgulhoso do PDD
São Sebastião-DF
18/04/2014
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